Educação, Trabalho e Negócios
Como conquistar o emprego tão desejado
Deixe de ser apenas mais um currículo perdido em um buraco negro. Os maiores headhunters contam como convencer todo mundo de que você é a profissional que eles buscam.
1. O CURRÍCULO QUE SALTA
Como evitar que o recrutador tenha a sensação de que você disparou a mesma mensagem a sete empregadores diferentes?
ROBERT WONG: Chama a atenção aquele que vem com uma carta de apresentação. Os que chegam por indicação de um parente ou amigo têm peso maior.
MÁRCIO BAMBERG: E é importante adequar o currículo a cada empresa ou oportunidade de trabalho.
Se o recrutador recebe um mar de e-mails, há garantias de que verá o seu currículo enviando por correio?
NORBERTO GUERI: Por e-mail é mais prático e ecologicamente correto. Mas, no fim, vemos pelo menos rapidamente todos os que forem de nosso interesse, independentemente da forma como vieram. Os recrutadores têm um mapa das suas necessidades na cabeça. Numa olhada, já sabem se é adequado.
BAMBERG: Prefiro no papel, mas não dispenso os e-mails: olho e já vou deletando os que não servem.
Verdade que os currículos anexados ao banco de talentos são lidos primeiro?
GUERI: Em algumas empresas, sim.
Quais os maiores erros cometidos no currículo?
WONG: Ninguém tem paciência de ler currículos longos e sem objetividade. Portanto, monte o seu como quem prepara uma atraente peça de marketing. Veja, por exemplo: quando você vai comprar um carro, o vendedor não mostra aquele extenso manual do veículo, e sim um folheto destacando as qualidades que despertarão seu interesse em querer saber mais. Esse é o currículo que salta! E, pode parecer óbvio, mas muitos não dão a devida atenção a isto: erros básicos também acontecem, como listar informações falsas. A principal é colocar fluência no inglês sem dominá-lo, achando que o entrevistador não testará essa habilidade.
BERNT ENTSCHEV: Dois dos maiores: passar a imagem de que faz tudo sozinha - sempre que possível, convém usar verbos no infinitivo - e dar muita ênfase ao passado (“fiz isso, fiz aquilo”). Fundamente seu potencial para o futuro descrevendo como pode fazer a diferença na equipe. Sugiro que você conte como trabalha sob pressão, lida com os desafios, desenvolve projetos e é capaz de harmonizar sua vida profissional com a pessoal.
2. A QUALIFICAÇÃO QUE FAZ DIFERENÇA
Há uma corrida por fazer pós, MBA... Atitude que tem sido questionada. Manter-se atualizada é fundamental, mas até que ponto empilhar cursos no currículo demonstra competência?
BAMBERG: MBA, pós, mestrado, doutorado: tudo isso é importante se feito para acrescentar, nunca para obter um título. Além disso, o excesso pode ser prejudicial. Por exemplo, fui procurado por um amigo muito competente, que não era chamado sequer para entrevistas, apesar de falar 22 idiomas (11 deles com fluência) e ser advogado, administrador, contador e economista com mestrado e doutorado. Meu conselho foi deixar no currículo só as habilidades mais adequadas ao cargo almejado. Deu certo.
GUERI: Curso serve para desenvolvimento, não para decorar currículo. Não quero saber a escola de inglês que o candidato fez. Interessa se ele se comunica.
Em comparação com a educação formal, qual o peso da experiência e das competências comportamentais?
WONG: Você é normalmente contratado por suas competências técnicas, mas demitido pelas incompetências pessoais. É preciso cuidar dos relacionamentos, ter inteligência emocional. E, mais do que ser bilíngue, busque ser multicultural. Viajar e ter experiência fora do país faz diferença, sim.
ENTSCHEV: Um ponto forte feminino é a capacidade de fazer bem três, quatro coisas ao mesmo tempo. Ressalte isso na entrevista e no currículo.
Liderança e capacidade de motivar equipe são competências sempre desejáveis. Como saber se você as possui mesmo não ocupando um cargo de chefia?
ENTSCHEV: Quem quer ser líder não faz as coisas por dinheiro, mas por amor. Faz mais pelos outros do que por si mesma - nenhuma organização premia egoístas. E a mulher tende a ser mais generosa.
Para otimizar o tempo, a maioria dos headhunters filtra currículos no banco de dados, olha as redes sociais... O que levam em conta? Há palavras-chave buscadas?
ENTSCHEV: Palavras como liderança, coordenação e dinamismo são bastante buscadas. Mas filtramos também por idade, formação e cargo pretendido.
BAMBERG: O que você posta nas redes mostra sua conduta, seus valores. E, cada vez mais, essas são qualidades importantes no processo de seleção.
3. A ENTREVISTADA QUE CONQUISTA
Até que ponto posso mentir um pouco, forçar uma personalidade que não é a minha mas se encaixa bem na cultura da empresa?
BAMBERG: É uma cilada tentar enrolar o entrevistador - ele percebe.
Como mostrar que está ali para discutir um projeto, e não para mendigar trabalho?
ENTSCHEV: Apresente-se com firmeza e convicção, faça perguntas sobre o cargo, os produtos e serviços que a organização oferece aos clientes. E esqueça frases como “Preciso deste emprego”. Afinal, você não será contratada para resolver o seu problema, e sim o da empresa.
BAMBERG: As pessoas normalmente procuram emprego, e não oportunidades. Então, você vai se destacar se oferecer soluções, mostrar-se.
É importante entrar em contato depois?
WONG: Vale mandar um e-mail agradecendo a entrevista e fazendo um link com a conversa que vocês tiveram, citando algum assunto abordado. Isso vai levá-lo a ter uma boa sensação sobre você. Mas escreva sem exageros nem bajulações, porque senão o efeito será contrário.
ENTSCHEV: Ao final da entrevista, pergunte quanto tempo levarão para decidir a vaga e quais serão os passos seguintes. Só ligue para saber uma posição depois desse período.
4. DINÂMICA DE GRUPO, O DESAFIO
Pega mal recusar algum procedimento proposto nas dinâmicas?
GUERI: De forma alguma. Se você não concorda com algum procedimento, não faça.
ENTSCHEV: Mas explique o motivo da recusa com firmeza e clareza, sem se alterar.
Se o objetivo for confrontar alguém, dá para fazer isso sem cair numa armadilha?
ENTSCHEV: A confrontação deve ser sempre de ideias, de projetos, e não de opiniões pessoais.
5. DINHEIRO: ASSUNTO DELICADO
Quando perguntar sobre remuneração?
BAMBERG: Se o recrutador não tocar no assunto, fale no final da entrevista.
ENTSCHEV: Mas não vá direto ao ponto. Prefira perguntar sobre as condições da contratação e os benefícios que a empresa oferece.
Como pedir um salário maior que o oferecido?
WONG: Negociar salário é uma arte difícil. Você não deve maximizá-lo, e sim otimizá-lo. Por exemplo, tentando chegar ao meio-termo com relação aos benefícios que a empresa oferece. E as sérias têm política salarial: você entra na faixa-base e vai crescendo por seus resultados.
Como impressionar em 5 minutos
Os recrutadores dizem que esse é o tempo que levam para decidir contratar ou não o candidato. E que, uma vez criada a primeira impressão, revertê-la é muito difícil. Como ganhar o entrevistador?
ENTSCHEV
Os primeiros cinco minutos servem para criar o rapport (relação de confiança). Portanto, se quer ser executiva, precisa portar-se como tal. E não estou dizendo apenas na maneira de se vestir. Muitas acham que isso basta. Mas é preciso ir além e ter atitude. Procure também não deixar que a ansiedade inicial a leve a completar frases do recrutador.
GUERI
Segundo pesquisas de universidades americanas, esse tempo é menor: em segundos, seu futuro já estará traçado. Por isso, um aperto de mão firme faz mais diferença do que você imagina.
BAMBERG
Crie empatia, porque conta muito. Para isso, note logo de início se o entrevistador é do tipo que conduz ou que deixa você falar - e calibre sua comunicação baseando-se nisso. Agora, lembre-se de que ele dará um desconto a tropeços, de acordo com sua experiência e cargo pretendido. Não precisa sentir como se tivesse colocado tudo a perder.
WONG
É importante estabelecer uma boa química, fazendo perguntas inteligentes, demonstrando um interesse genuíno. Mas, se ocorrer um eventual deslize, dá sim para reverter o processo até o final!
O que fazer quando tudo é para ontem
Você precisa responder a e-mails ainda hoje, entregar o projeto ontem, consertar seu carro antes de ontem. E ainda ser gentil. Respire, porque com alguns ajustes no seu dia a dia dá para encarar, sim!
Se você resumisse seu currículo em até 140 caracteres, como ele seria? Seu grau de dificuldade em responder a essa pergunta mostra como está preparada para lidar com os desafios do nowismo. O termo vem da palavra em inglês now (agora) e define o momento que estamos atravessando, em que tudo acontece muito rápido, num bater de teclas. O Twitter, claro, é o ícone dos novos tempos, porque reflete o que as pessoas querem e como se comportam. Não é só o chefe que dá um prazo mínimo para terminar uma tarefa. Aposto que você já cobrou agilidade do garçom que não voltou com a bebida em um minuto. Ou da sua mãe, que demorou séculos (30 segundos) detalhando uma história antes de chegar ao final. "Lidamos com uma ansiedade contextual: a demanda externa e o excesso de tarefas que nós mesmos nos impomos", avalia Sergio Lage, consultor de comportamento e tendências da Whatzon. "Realizamos tudo o mais rápido possível para ter tempo de fazer o que realmente queremos. E ficamos frustrados por não conseguir sair desse círculo vicioso."
Como mudar seu dia a dia
O resultado: vivemos num presente que não se sustenta, porque, de tanta coisa para fazer, temos a impressão de que tudo é para ontem. Portanto, você não está sozinha quando sente que seu dia tem 12 horas, sua casa é apenas um local de pernoite e seu chefe é um sem-coração. A boa notícia: dá para aprender a lidar com o excesso de estímulo sem pedir demissão. A saída é encarar a situação de um jeito mais prático e menos emocional. O psiquiatra e palestrante Roberto Shinyashiki dá o caminho das pedras:
CONSCIÊNCIA DA URGÊNCIA
Quando você não responde a uma mensagem, ela está respondida: o assunto não é importante. Quem enviou espera receber seu retorno no mesmo dia. Portanto, é fundamental olhar a caixa postal no mínimo de manhã e à noite.
NEGOCIAR FAZ PARTE
Seu chefe acabou de pedir o quinto trabalho do dia, cobrando o resultado dos outros quatro? Se você mesma disser que consegue, ele contará com isso. Ou seja, por mais difícil que possa parecer, é necessário aprender a dizer não. Pergunte qual dos projetos deve ser finalizado primeiro e coloque os outros na ordem de prioridade. Se achar que não cumprirá o prazo de todos, explique (e mostre!) que não poderá assumir mais um compromisso.
REENGENHARIA DA ROTINA
Se você olhar com cuidado todas as suas tarefas, vai ver que poderia fazer muitas delas em menos tempo e eliminar outras tantas. Se deixar as antigas no piloto automático e só acrescentar as novas, claro, o copo vai transbordar!
COLABORADORES À VOLTA
Delegar é preciso e necessário - e as pessoas estão muito mais dispostas a ajudar do que você imagina.
Planejar é preciso
Trabalhar dez horas por dia, ir à academia, postar comentários nas redes sociais, ter vida pessoal. Impossível? Pois Christian Barbosa, consultor de produtividade, especialista em administração do tempo e ciência da computação, consegue tudo isso. E sua experiência é tão bem-sucedida que ele fundou uma empresa voltada para esse ramo, a Triad PS, já vendeu mais de 1 milhão de livros sobre o assunto e desenvolveu um software de gerenciamento com mais de 3 milhões de downloads. "O que nos atrapalha é um modelo mental de urgência: enquanto o prazo-limite não chega, não fazemos. Esse vício faz com que tudo seja para ontem", explica. A solução é mudar a cultura interna, adotando o que ele chama de modelo mental antecipado. Em outras palavras: é preciso planejar. E, para conseguir, não vale apenas a boa intenção, porque toda alteração de hábito exige persistência. Disposta a ter mais tempo? Ele ensina a:
• Investir em uma ferramenta de planejamento: agenda, programa de computador, serviço online. O importante é que você realmente gaste dinheiro com isso para dar valor. Se usar um caderno que ganhou, por exemplo, a tendência de abandoná-lo na segunda semana é grande.
• Criar um modelo mental de antecipação, planejando, no mínimo, três dias para a frente (o ideal é uma semana). Escreva tudo o que tem para fazer no período, do telefonema para aquele cliente até a ida à manicure. Se deixar por conta da memória, realizará cada tarefa à medida que for lembrando. E ainda há o risco de esquecer algo.
• Priorizar. Comece pelas coisas mais simples e rápidas, depois vá para as urgentes e termine colocando em ordem sequencial as importantes. Ei, mas as urgentes ficam em segundo lugar?! Sim, porque, quando você se dedica a elas logo de início, volta ao modelo inicial, de só apagar incêndios e fazer o resto "quando der". Nunca dá...
• Desligue sua habilidade multitask. Sabemos que as mulheres conseguem fazer várias coisas ao mesmo tempo - até porque desempenham funções que os homens não têm. Mas isso não garante minutos extras no fim do dia. "Estudos mostram que há uma perda de 15 a 20% de tempo quando não se foca em uma só atividade", diz Barbosa.
Os novos telefones fixos
A última geração de aparelhos de mesa traz tela sensível ao toque e acesso à internet
Por Sérgio Tauhata
Grandes marcas, como Alcatel-Lucent, Avaya, Cisco, Nec e Polycom, apostam nessa convergência de voz e dados. “As centrais de comunicação unificada são uma tendência no mundo corporativo. As soluções geram economia de custos ao substituir as ligações tradicionais por mensagens de texto, correio eletrônico e chamadas gratuitas pela rede mundial”, afirma Alexandre Otto, 40 anos, CEO da IP Connection, empresa especializada em comunicação digital.
Redes móveis, como smartphones e notebooks, também se conectam aos terminais de mesa inteligentes. Os chamados smartdesks oferecem funcionalidades antes restritas a computadores, como navegação pela web e uso de aplicativos. “Nesses sistemas, não existe ligação perdida. Se alguém com quem quero falar está ao telefone, eu posso enviar uma mensagem pelo comunicador instantâneo. Além disso, a videoconferência se torna mais prática e o usuário consegue usar softwares de todos os tipos, de business intelligence ao agregador de notícias”, diz Otto. Os equipamentos são importados e podem ser encontrados em lojas de telecomunicações.
Utiliza a interface aberta XML, o que permite a programadores criar aplicativos específicos para uso no terminal. A tela sensível ao toque exibe as funções, entre as quais e-mail e comunicação instantânea. O equipamento pode se conectar, sem fio, a dispositivos móveis para transferência de arquivos por meio de Bluetooth.
O smartdesk IP da Alcatel-Lucent dispensa o teclado físico. Inspirado nos tablets, tem um display de 7 polegadas sensível ao toque. Funciona como um módulo de convergência entre voz, videochamadas, mensagens, aplicativos, e-mail e até entretenimento, como tocador MP3. A plataforma aberta permite que desenvolvedores criem aplicativos customizados para empresas e usuários.
O display de LCD de 5 polegadas é o centro de comando. Por meio do toque, o usuário pode acionar aplicativos como e-mail, câmera de segurança, videoconferência, comunicador instantâneo, agenda eletrônica e um teclado virtual para escrever as mensagens. Entre as funções de voz, faz ligações VoIP (chamadas por meio da internet) e conference call.
É uma central VoIP com seis linhas simultâneas. A tela de LCD, de 7 polegadas, é sensível ao toque e exibe as funções mais acessadas pelo usuário, como agenda e até previsão do tempo. O VVX permite chamadas de vídeo, conferências por voz e acesso a utilitários de internet, entre os quais e-mail e comunicadores instantâneos. Incorpora um microbrowser para navegação pela web.
Combina videofone, terminal VoIP e computador. Na tela, sensível ao toque, o usuário utiliza aplicações baseadas na web. Esses utilitários podem ser customizados para exibir informações do mercado financeiro, tempo, notícias ou qualquer serviço disponível na rede mundial. O equipamento permite também acesso a e-mail e a comunicadores instantâneos.
PABX DIGITAL
Para aproveitar todas as funcionalidades dos aparelhos inteligentes, a empresa pode investir em infraestrutura de telefonia IP. As fabricantes costumam oferecer módulos de software e hardware que são combinados de acordo com as necessidades do negócio. “Uma solução de PABX digital possibilita transformar computadores, notebooks ou qualquer dispositivo com acesso à internet em um ramal para ser usado a distância”, afirma José Luiz Pelosini, diretor de telecomunicações da America Net, provedora de soluções de Telecom.
A montagem de uma rede VoIP simples necessita de switches, que permitem partilhar a conexão com vários equipamentos, um servidor SIP, para administração das chamadas, banda larga e conexão com um provedor de serviços VoIP.
Cuidado: não misture seu negócio com sua vida pessoal!
Outro dia estava conversando com um empreendedor que precisava de financiamento para pagar dívidas geradas por conta de ter colocado suas despesas pessoais e familiares dentro de sua empresa.
Esse empreendedor tem um negócio extremamente promissor, mas hoje essas dívidas estão tornando o empreendimento praticamente inviável.
Quando perguntei a ele como foi esse processo, me disse que basicamente foram dívidas criadas de duas formas: o seu pró-labore, que tinha um valor extremamente generoso para o tamanho de seu negócio, e as despesas de sua vida pessoal, tais como compra de automóveis para ele e a esposa e pagamento de empregados, clube e caseiro da casa de praia, entre outros.
O pior é que ele e a família foram se acostumando com o padrão de vida ligado a essas despesas, e a empresa (que era a única fonte de renda da família) estava entrando em um processo de falta de recursos para investimentos. Agora, não só o seu negócio mas também a família caminham para um colapso financeiro. Da forma mais traumática possível, esse empresário começou a aprender o perigo de misturar as pessoas físicas com as jurídicas.
Durante a nossa conversa, esse empresário comentou que achava incrível como os empreendedores de origem mais simples, que passaram mais dificuldades na vida, foram muito mais bem-sucedidos do que aqueles com melhores condições sociais.
Realmente, ele está certo. Quando olhamos as histórias de empreendedores brasileiros de sucesso, ficamos impressionados com a grande quantidade daqueles que começaram do zero ou, como diz um grande empreendedor meu amigo, do “menos dez”.
Não pretendo fazer aqui nenhum tratado sobre isso, mas, quando analisamos a história de todos eles e a forma que administram seus negócios e suas vidas, percebemos que essas pessoas são extremamente cuidadosas ao administrar os próprios recursos e os de sua organização. Na grande maioria das vezes, aprenderam desde cedo que só se gasta o que dá e guarda-se um pouco para os períodos mais difíceis. Mais importante, sabem que seu padrão de vida deverá sempre ser compatível com a remuneração que o seu negócio pode oferecer.
Um dos grandes inimigos das pessoas, e mais ainda daqueles que pretendem empreender, é a vaidade. Às vezes, empreendedores se endividam e usam a operação de suas organizações em benefício próprio, por conta de manter um “status” e mostrar uma imagem de bem-sucedido. Essa fachada irá rapidamente desmoronar se não souberem ter a humildade suficiente para viver dentro de seus recursos ou, se for o caso, dar um passo para trás para proporcionar um grande salto para frente.
Costumo dizer que, apesar dos avanços das formas de se administrar um negócio e das inúmeras formas de se financiar o mesmo, existem procedimentos que de tão básicos são esquecidos, mas que nunca devem mudar. Por exemplo: custos e despesas devem ser menores que receita, pró-labore deve ser proporcional ao tamanho do negócio e só se tira dinheiro da empresa se ela der lucro, depois de pagar todas as suas obrigações com colaboradores e com o governo.
Realmente, isso pode parecer muito básico, e é mesmo. Isso deveria ser um mantra a ser repetido diariamente aos empreendedores, tal como um treinamento de esporte, em que os movimentos são repetidos à exaustão até serem incorporados naturalmente pela pessoa.
Esse procedimento, embora simples e óbvio, será extremamente importante ao longo da vida de uma organização, principalmente para aqueles que estão com foco em crescimento.
Fazer crescer uma organização pressupõe fazer certo desde o início. Ou seja: saber fazer contas, pagar impostos e, principalmente, respeitar o negócio, seus colaboradores e seus sócios antes de tudo.
Essas atitudes simples e óbvias serão decisivas no processo de crescimento da organização, pois trarão equilíbrio, credibilidade e, certamente, pessoas e instituições dispostas a investir no negócio. Lembre-se: menos é mais.
Rede especializada em bijuterias aposta em centro empresarial como local estratégico

Ser conveniente para o consumidor é a aposta da rede de franquias Morana, de lojas de bijuterias. Eduardo Morita, diretor de negócios do Grupo Ornatus, que controla a rede, acaba de inaugurar, como franqueado, uma unidade no Centro Empresarial de São Paulo (Cenesp), grande condomínio de escritórios da zona sul da cidade. A nova estratégia da marca busca atender as necessidades de compras do dia a dia dos clientes que trabalham no complexo, baseada em uma análise de fluxo e perfil desse público. Muitas vezes, são pessoas que não têm tempo para se deslocar até um shopping center.
O local escolhido já tem outras lojas instaladas, o que garante boa circulação de consumidores. “Ao mesmo tempo em que essas outras marcas nos ajudam com a consolidação do nosso público, nós também contribuímos para a geração de fluxo de clientes”, explica. Morita também é dono de mais duas unidades da Morana e de uma franquia da Balonè, marca de bijuterias mais descontraídas, todas em shoppings de São Paulo.
Em relação às diferenças básicas entre ter um negócio em centro empresarial e em shopping center ou rua, Morita esclarece que o investimento feito é o mesmo, já que segue o padrão da rede. O que muda é a dinâmica operacional: as vendas são focadas nos dias de semana, já que não há expediente das empresas aos sábados e domingos.
O grupo Ornatus surgiu em 1992, e seu fundador, o empresário Jae Ho Lee, já trabalha com bijuterias desde o final da década de 70. A Morana foi criada em 2002, e desde de então já funciona com sistema de franquias. Os negócios dessa marca sempre foram focados para construção de uma identidade de acessórios femininos de alto padrão. Cerca de 95% das lojas estão localizadas em shoppings centers que têm como público as classes A, B e C.
Atualmente são três unidades próprias e 137 franquias aqui no Brasil, mais quatro lojas Morana no exterior: três em Portugal e uma nos Estados Unidos. Em 2011, o grupo buscará uma expansão mais agressiva, com foco principal na península Ibérica. “Mas ainda há muito o que ser explorado no mercado nacional”, ressalta Morita, que pretende, até 2015, ter 500 unidades Morana. Uma das estratégias para esse crescimento é a interiorização da marca, ou seja, interesse em cidades que não são capitais, mas têm importância para o estado ou a região – como Blumenau, em Santa Catarina, Rio Verde, em Goiás, Bragança Paulista, em São Paulo, e Cabo Frio, no Rio de Janeiro.LVMH compra participação na marca Hermès
Conglomerado de marcas de luxo que inclui a Louis Vuitton aumentou para 17,1% sua participação no controle da Hermès
O conglomerado de marcas de luxo LVMH comprou participação acionária em outro grande grupo de luxo, a Hermès, conforme comunicado emitido neste sábado (23/10). Com a compra, a LVMH fica com 17,1% do capital da Hermès.
A nota afirma que "o objetivo da LVMH é ser um acionista de longo prazo da Hermès e de contribuir para a preservação do caráter familiar e francês [da empresa], que está na origem do sucesso mundial dessa marca emblemática".
O grupo francês comprou 15,016,000 ações ou 14,2% da Hermès e, com o aporte de 1,45 bilhão de euros, a empresa passa a deter 17,1% do capita da empresa.
Na nota, o grupo LVMH afirma que "não pretende nem apresentar uma oferta pública de compra nem tomar o controle da Hermès nem solicitar representação no Conselho de Supervisão dessa empresa".
"A LVMH dará um apoio sem reservas à estratégia conduzida pela família fundadora e pelas equipes dirigentes, que fizeram dessa marca um dos mais belos florões da indústria do luxo".
O movimento da LVMH coincide com um momento de alta das ações da Hèmes, que subiram mais de 65% desde julho. A empresa, uma das mais respeitadas e tradicionais do mercado de luxo, ainda pertence basicamente a um grupo familiar, que possui 70% das ações.
UnB reabre inscrições do vestibular 2011 e do PAS; alunos de escolas públicas não precisam pagar taxa
A UnB (Universidade de Brasília) reabriu as inscrições para o vestibular 2011 e para as três etapas do PAS (Programa de Avaliação Seriada) até o dia 27 de outubro. Segundo a instituição, o motivo da reabertura foi o convênio assinado essa semana entre a universidade e o Governo do Distrito Federal, que vai subsidiar as taxas de inscrição para os alunos da rede pública de ensino.
Os alunos de escolas públicas devem apresentar o número de matrícula no SIGE no ato da inscrição. O número é informado na secretaria das escolas onde os estudantes estão matriculados. Candidatos que farão a prova como treineiros não tem direito à dispensa no pagamento.
Os estudantes de escolas públicas que já haviam feito inscrição para o vestibular terão os valores devolvidos.Para isso, será necessário entrar no site do vestibular, no período de 8 a 12 de novembro, e solicitar a devolução. Candidatos inscritos no PAS não terão a taxa devolvida.
Os estudantes de escolas particulares também poderão se inscrever nesse novo prazo. A taxa para candidatos concorrentes é de R$ 100 e para treineiros R$ 75. Para o PAS, as taxas são de R$ 56 para 1ª e 2ª etapas e de R$ 75 para a 3ª etapa. Os pagamentos devem ser realizados até 28 de outubro.
Vestibular 2011
Os candidatos do vestibular 2011 da UnB disputam 1.999 vagas: 404 pelo sistema de cotas e 1.595 pelo sistema universal.
Os locais de prova serão publicados a partir de 8 de dezembro. Os exames acontecem nos dias 18 e 19 do mesmo mês, a partir das 13h.
A previsão é que os gabaritos sejam divulgados no dia 22 de dezembro. A primeira chamada do vestibular 2011 está prevista para o dia 4 de fevereiro de 2011.
Programa de Avaliação Seriada
Os alunos que estão concluindo a última etapa do PAS neste ano concorrem à 1.999 vagas.
Os locais de prova serão publicados a partir de 19 de novembro. A realização das provas da primeira etapa está prevista para 4 de dezembro, a partir das 13h. Já os exames da segunda e terceira etapa serão aplicados no dia 5 de dezembro, também a partir das 13h.
Outras informações podem ser obtidas no site da universidade.
R$ 293 mi: MEC aumenta repasse de recursos para educação especial

O valor do repasse é maior do que o de 2009, quando foram enviados R$ 282 milhões
A atual administração do Ministério da Educação aumentou os repasses para as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e instituições especializadas em alunos com deficiência, com a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
O repasse que era feito para instituições isoladas por meio de convênios foi substituído por políticas universais de financiamento incluídas no Fundeb. Os recursos da Educação Básica foram incorporados pelo fundo, que em 2007 substituiu o antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef). O Fundef não destinava verba para essas instituições.
O Fundeb repassou R$ 293 milhões para as Apaes e instituições especializadas em alunos com deficiência em 2010. O valor é maior do que o de 2009, quando foram enviados R$ 282 milhões, seguindo uma política pública de aumento de verbas para a educação especial. Em 2007, quando os recursos eram repassados via Programa de Atendimento Especializado (PAED), o repasse foi de apenas R$ 6,7 milhões.
O fundo passou a contar em dobro as matrículas de pessoas com deficiência que estudam em dois turnos, sendo um na escola regular e outro em instituições de atendimento educacional especializado. Quanto ao transporte escolar, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) repassa recursos que podem ser usados para a aquisição de veículos para o transporte de alunos.
Especificamente em Minas Gerais, o Fundeb repassou para as Apaes e escolas privadas sem fins lucrativos de educação especial, R$ 48 milhões em 2009 e R$ 59 milhões em 2010. Além desses, o FNDE envia recursos às instituições filantrópicas para merenda, livros e aqueles originários do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Nos últimos três anos, foram repassados R$ 53.641.014,94, destinados a essas ações.
Mais alunos da educação especial estão em classes comuns do ensino regular em relação a 2002, quando havia 106.630 matrículas. Dados do Censo Escolar da Educação Básica de 2009 já apontam 365.796 estudantes incluídos em classes regulares. Levando-se em conta toda a educação especial na rede pública, o número de vagas passou de 241.234 para 454.927.
O crescimento na quantidade de estudantes com deficiência que estudam em classes regulares é resultado da política do Ministério da Educação a favor da inclusão. Apoio técnico e financeiro do MEC permite ações como a adequação de prédios escolares para a acessibilidade, a formação continuada de professores da educação especial e a implantação de salas de recursos multifuncionais.
Desemprego no Brasil cai a 6,2% em recorde de baixa
O nível de desemprego registrado em setembro no Brasil foi o menor desde março de 2002. A taxa de desocupação medida pelo IBGE nas seis principais regiões metropolitanas ficou em 6,2% da população economicamente ativa.
De agosto para setembro, o número de trabalhadores ocupados aumentou 0,7%, ao mesmo tempo em que a população desocupada ficou 7,5% menor.
O IBGE estimou em 22,3 milhões o número de trabalhadores ocupados (762.000 a mais do que em setembro do ano passado) e em 1,5 milhão o de trabalhadores sem ocupação nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre. Na comparação de setembro do ano passado com o mesmo mês de 2010, segundo o IBGE, o número de desocupados caiu quase 18%. Significa que quase 320.000 pessoas deixaram aquela condição.
A Região Metropolitana de Salvador foi aquela em que o nível de desemprego registrou maior queda – quase 1,5% – de agosto para setembro. Examinado o período de setembro de 2009 a setembro de 2010, a parcela de trabalhadores sem ocupação caiu em São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre. E manteve-se estável em Salvador e no Rio. Houve crescimento de 3,5% do emprego na Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água; de 4,4% nos Serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira; de quase 6% na Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social; e de mais de 8% em Outros serviços.
O número de trabalhadores com carteira assinada (10,3 milhões) ficou estável, entre agosto e setembro, e cresceu 8,6% entre setembro de 2009 e setembro de 2010. Quer dizer que foram preenchidas mais 816.000 vagas, nesse período, no mercado de trabalho formal.
O rendimento médio dos trabalhadores subiu 1,3%, de agosto para setembro, e 6,2% no ano. Chegou a R$ 1.499,00 no mês passado. Tanto de agosto para setembro quanto na comparação dos meses de setembro a renda aumentou em todas as seis regiões metropolitanas pesquisadas. O maior aumento, na comparação anual, foi registrado em Recife (13,5%) e o menor em São Paulo (3,1%). Nas outras regiões metropolitanas o crescimento da renda foi de 11,4% (Belo Horizonte), 8,8% (Rio de Janeiro), 7,5% em Porto Alegre e 5,9% em Salvador.
A renda domiciliar por pessoa também aumentou – quase 9% entre setembro do ano passado e setembro deste ano. O maior aumento, superior a 20%, foi identificado em Recife. O menor – 5,3% – em São Paulo.
Conselho admite matrícula de crianças de 5 anos no ensino fundamental
Excepcionalmente em 2011, crianças com 5 anos poderão ser matriculadas no ensino fundamental. Essa possibilidade foi aberta por resolução do Conselho Nacional de Educação, publicada ontem no Diário Oficial da União, com o objetivo de evitar que as crianças que chegaram mais novas tenham que repetir o primeiro ano.
Esse problema está acontecendo porque, na maior parte do país, a idade mínima para o ensino fundamental é de seis anos, como determinou em 2005 o Conselho Nacional da Educação. Há lugares, no entanto, em que crianças de cinco anos estavam sendo aceitas.
A partir de 2012, só poderão ser matriculadas no ensino fundamental crianças que completem 6 anos de idade até 31 de março. Para a pré-escola, a idade é 4 anos.